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A SAUDADE É A NOSSA ALMA DIZENDO PARA ONDE ELA QUER VOLTAR...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Never, Never Land!!!!

Wendy: But, Peter, how do we get to Never Land?
Peter Pan: Fly, of course.
Wendy: Fly?
Peter Pan: It's easy! All you have to do is to... is to... is to... Ha! That's funny.
Wendy: What's the matter? Don't you know?
Peter Pan: Oh, sure. It's... It's just that I never thought about it before. Say, that's it! You think of a wonderful thought.
Peter Pan: Second star to the right and straight on till morning.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Natural... sem merdas... um segredo tão simples...

Fast forward...

Dois copos de vinho Rosé enquanto se cozinha, daquele que sobe pela cabeça e desce até aos pés que começam a aquecer, outros tantos de tinto maroto que fazem cocegas onde o Rosé não chegou, um terceiro que se avizinha e que se bebe já de prato vazio.

A música faz-se em vinyl, escolhido ao acaso, por sorte, o primeiro que te sair, ouve-se de Vangelis a Bob Dylan a Sinéad O'Connor a Supertramp, esquizofrenia musical que acompanha o vinho e o cheiro a ervas estranhas no ar... a noite desliza entre risos súbitos e pequenos silêncios, nem confortáveis nem desconfortáveis, estão por ali como convidados extras da noite.

A conversa já meia trôpega oscila entre coisas semi-sérias (que nunca duram muito) e pesca de atuns, atuns/cinzeiros:

1- Mas tu usas atuns como cinzeiros?
2- Atuns em cinzeiro?

1- Percebi que tinhas dito para pescar atuns para usar como cinzeiro...
2- Mas tu tens cinzeiros desse tamanho?

1- O quê?
3- Vocês estão a ter uma conversa doida!!! Atuns e cinzeiros?

1 e 2- De que é que estás a falar rapariga?

Só com vinho não se pode ter conversas destas e se não participas no ritual das estranhas ervas queimadas ficas automaticamente incapacitado de perceber de que atuns e de que cinzeiros se fala... tudo bem, é como na escola primária, uns brincam à apanhada, outros ao elástico... vou brincar com o amigo que também se fica pelo vinho, os outros também não nos percebem e... tudo bem!

Fumo mais um cigarro até à sobremesa aparecer na mesa, fumo outro depois dela desaparecer da mesa, mais um com o café, e vai-se "andando" assim pela noite, com uma boa sensação, mas que não chega, o corpo está sempre lá, a sentir o vinho, o fumo que se inspira e respira, a ouvir o que se diz, a boca participa, mas há um pedaço de alma que às vezes foge para rua lá fora, que às vezes foge dali e se refugia num sorriso que não é para aquela mesa chamado porque não pertence ali.

Alguém se levanta, novo vinyl surpresa, olho em frente, espreito entre as cabeças a tentar perceber qual vai ser o tamanho da surpresa musical, a meio caminho os olhos esbarram com a lombada de um livro, amarelo, as letras vermelhas (ou parecem neste lusco-fusco em que se mergulhou a sala), lê-se: Fast Forward. Fico ali, releio as palavras, traduzo-as: avançar rápido, volto a pô-las como estavam: fast forward... 
E eu penso: - É isso mesmo... - E eu sinto: - É isso mesmo!

O problema desta noite, sem ser um problema da noite, ou do espaço, ou do jantar, ou das pessoas, porque é meu, é que eu quero fazer um avançar rápido, de hoje para amanhã, de amanhã para depois e de depois para o outro depois, quero estar em menos de meia-hora já daqui a uns dias, quero avançar rápido para onde já está aquele meu sorriso que não pertence aqui.
Quero fazer um fast forward para o momento em que, numa cidade desconhecida para nós, vamos estar a dançar ao som da voz do senhor M. Ward, que rouco nos diz para cairmos um no outro...

Fecho um bocadinho os olhos e desejo isso com força a ver se funciona, penso pensamentos felizes como o Peter Pan, abro os olhos a ver se resultou... mas, falta-me o pó mágico para fazer voar o tempo ou o corpo... a sala ainda é a mesma, as pessoas também. Há uma leve desilusão em mim... bebo mais um gole de vinho, mais um cigarro, insspiro a ânsia, a vontade de ti e expiro o fumo. 

Sacudo a desilusão para fora e penso: -Hoje é hoje e não pode ser amanhã, mas não faz mal, não importa, porque vai chegar o dia em que não vou precisar do fast forward, vai chegar o dia em que o meu sorriso vai estar sempre onde quer estar.

I go home...

Simplicidades com variações

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Desire of...





There must be quite a few things that a hot bath won't cure, but I don't know many of them. 

Lady Slim






Un petit rien trés beux!!!

Depois de uma visita ao cabeleireiro...

...eu sinto-me asim; mas sei que também não está tão mau como isto!
De todas as formas está na hora de tirar férias de cabeleireiros; as últimas experiências foram demasiado traumáticas!
Mas aprendi que quando se encontra um bom, que percebe o nosso cabelo, o nosso gosto e nos faz sentir melhor connosco próprias/os, não vale a pena procurar mais, é aquele até ao fim da vida! 
E esta máxima aplica-se a muitas coisas na vida, algumas bem mais importantes do que cabeleireiros e cortes de cabelo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Besitos para nosotros!!!

A kiss is just a kiss



How did it happen that their lips came together? How does it happen that birds sing, that snow melts, that the rose unfolds, that the dawn whitens behind the stark shapes of trees on the quivering summit of the hill? A kiss, and all was said. 
Victor Hugo

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

The Crystal Ship

"Shake dreams from your hair
My pretty child, my sweet one.
Choose the day and
choose the sign of your day
The day’s divinity
First thing you see.
A vast radiant beach
in a cool jeweled moon
Couples naked race down by it’s quiet side
And we laugh like soft, mad children
Smug in the woolly cotton brains of infancy..."



Peacefull frog!

She came...

É por tirar fotos destas e ler frases como aquela...

...que se perdem telemóveis!



"Now the sun's coming up, I'm riding with Lady Luck, freeway cars and trucks,
Stars beginning to fade, and I lead the parade
Just a-wishing I'd stayed a little longer,
Oh, Lord, let me tell you that the feeling's getting stronger.

And it's six in the morning, gave me no warning; I had to be on my way.
Well there's trucks all a-passing me, and the lights are all flashing,
I'm on my way home from your place."



(Um obrigada especial à senhora do guarda-chuva maior que um pequeno barco que se deu ao trabalho de devolver o telemóvel perdido à pessoa despistada que eu sou!!!)

Pelas rua lê-se...

"Tu és a agulha do meu palheiro"
Feliz por te ter encontrado...

sábado, 15 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"This one goes out to the one I love"

Horas rubras (...de amor e saudade repletas)

Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas…

Ouço as olaias rindo desgrenhadas…
Tombam astros em fogo, astros dementes.
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p'las estradas…

Os meus lábios são brancos como lagos…
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras…

Sou chama e neve branca misteriosa…
E sou talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!